quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Se recordar é viver... Cotas!



 Índios, que viviam em lugares ainda desconhecidos, sobreviviam da caça, pesca, e eram separados em tribos. Portugueses, a procura de mais riqueza, encontram aqui um meio de enriquecimento. Tentaram o trabalho escravo dos índios, que até então, eram donos dessas terras, passaram a trabalhar para outros. Porém, o que os europeus não esperavam, era que os índios não se adaptassem ao trabalho, muitos morreram e a "mão de obra" não estava sendo rentável. Com tudo, a solução chegou, era um pouco mais caro, mas trouxe o retorno esperado.
Em navios negreiros, direto da África, vieram muitas pessoas, homens e mulheres, de forma precária, muitos nem chegaram até aqui. E os que chegaram, não encontraram coisas boas, não. Trabalhavam nas fazendas e viviam nas senzalas, um galpão sem condições de sobrevivência, comida de péssima qualidade, isso quando tinha.
 Essa situação no país durou muito tempo, já que as leis do país eram formadas de acordo com os interesses dos "Barões", tanto é que, já haviam pessoas que pensassem de forma diferente, conhecidos como abolicionistas.
 Depois de muito tempo, muita luta e resistência por parte dos líderes quilombolas, a abolição chegou, os negros foram libertos, mas o que poucos questionam, "é para onde foram? ". De que forma viviam? Pois bem, não vejo nada que tenha sido feito em prol á essas pessoas, muito pelo contrário, leis que dificultavam suas vidas e tornavam quase que impossível a tal e liberdade de fato, um exemplo claro disso é a Lei da vadiagem, que se aplicava á pessoas sem trabalho e residencia. Ou seja, foi assinado a lei, mas nada foi feito para "receber" essas pessoas na sociedade, trabalho não se tinha, casa muito menos, educação? O que era isso mesmo?
 De 13 de maio de 1888, até agora, pouco se mudou. Barões de engenho ganhavam dinheiro escravizando as pessoas aqui, e com isso conseguiam dar para suas famílias uma vida boa, farta e o principal, educação para que seus filhos continuassem a perpetuação do dinheiro e poder. Enquanto isso, os escravos e seus filhos, só conseguiam pensar naquele dia, a perspectiva a longo prazo era demais, e a educação, continuava sem espaço algum na vida deles, não por falta de interesse, mas sim, por falta de oportunidade, ou até mesmo, porque não tinham a real dimensão da importância dela.
Ao longo dos anos, foi basicamente assim o trajeto do nosso país. Informação necessária que os Barões de engenhos, que hoje são conhecidos como " Poderosos ou Elite" desejam e acham interessantes á eles mesmo.
 Antes quilombos, hoje favela. Antes de forma clara e explicita, agora sutil e totalmente camuflada.  Pra quem acredita que a abolição realmente aconteceu, parem e observem as favelas, mansões, presídios e universidade. Quais medidas são tomadas para que as coisas comecem a mudar? Qual o estilo e foco de vida de cada classe? Quem realmente se identifica em sua real realidade?
 Fato é que, o principio básico para mudança pessoal, intelectual e social é dar mais valor a educação, não viver como nossos antepassados, que viviam (sem opção, claro) apenas para trabalhar e ganhar algo para comer, sendo assim, "comandado" por pessoas, que não queriam ver sua evolução. Um Barão não queria perder o que lhe dava lucro e os novo barões também não. Não querem ver programas de auto afirmação, muito menos de educação. Cotas nas universidades são afrontas á quem sabe o poder da educação. Usar um assunto com tamanha importância e fazer com que se pareça que é apenas exclusão, ou racismo, é uma forma camuflada, para fazer com que optemos por não ter uma coisa que é beneficio para nós mesmos.

Racismo de verdade, é dar o minimo para a maioria e privar a população ao acesso para boa educação, que é o único caminho para futuros melhores.


Afinal, os números da USP, que estão nesse link, conseguem mostrar isso de forma mais eficaz